quarta-feira, setembro 14, 2005

Selvagem


Selvagem

Uivo,longamente uivo
Aspiro profundamente
Os aromas da noite
E num frêmito,ataco
Minha presa,indefesa.
Ao rolar pelo chão
Misturam-se os cheiros
Da caça e do caçador
Já não caço,sou caçado
Meus uivos,agora são urros
Meus ais,são tais
Que minha alma me escapa
Selvagem,eu me entrego
Ao embate
E no final deste combate
Não há feridos
Nem mortos
Apenas corpos,cheiros
Marcas,deixadas
Pela selvagem
Maneira de amar...

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