
Vou gritar mais uma vez,
Meu grito seco e rouco
Minha angústia crua e louca
A circundar meus sonhos
Onde o corpo,inerte e esquecido
Clama por seus direitos...
Esperanças voejam em minha mente
Crendo no amanhecer que ainda não nasceu
Sobrevivendo na realidade absurda
Das ilusões,recriadas dia-a-dia
Ouço ao longe o ribombar
Dos tambores de guerra
Os clamores sofridos
Os filhos perdidos
Amores esquecidos...
Mas sobrevive,ainda
A flor única no asfalto
A lágrima pura
O sorriso terno
O doce olhar
Eu sobrevivo...